SCUM já tem data para encerrar a temporada Into the Wild. A atualização final chega em 5 de outubro, alguns dias depois do previsto originalmente, após a equipe identificar problemas nos novos ajustes de pesca durante os testes finais.
O adiamento é curto, mas o pacote é grande. A próxima atualização expande a pesca, traz gaivotas e corvos de volta à ilha, adiciona roupas criadas com materiais de animais mutantes e transforma a TEC1 Research Facility em uma nova arena de Deathmatch.
A atualização também prepara o terreno para os próximos passos de SCUM, incluindo o retorno das tatuagens, suporte a controle no PC, Photo Mode gratuito para todos os jogadores e uma futura proposta de servidores mais focados em sobrevivência.
A pesca será um dos grandes destaques do update. Peixes maiores agora terão comportamento mais perceptível durante a captura, puxando com mais força de um lado para o outro. A velocidade ao recolher a linha também terá impacto direto, podendo cansar o peixe ou dar tempo para ele se recuperar.
Isca e equipamento passarão a ter mais peso na pescaria, enquanto uma HUD atualizada deixará mais claras informações como tensão da linha e condição da isca. O sistema também receberá três níveis de Fishing Quests, com progresso registrado no Journal.
Ao completar essas missões, os jogadores poderão ganhar Fame, dinheiro e, em alguns casos, equipamentos de pesca. Um novo ranking de pescaria também será adicionado, permitindo comparar as melhores capturas entre prisioneiros e decidir quem realmente domina os rios e lagos da ilha.
O céu da ilha também voltará a ganhar vida com o retorno de gaivotas e corvos. As aves poderão ser vistas sobre lagos, campos, telhados e carcaças, além de reagirem à presença de jogadores. Aproximar-se demais ou fazer barulho poderá assustá-las, denunciando indiretamente que alguém está por perto.
Caso sejam abatidas, as aves poderão ser esfoladas para obtenção de carne cozinhável e penas, reforçando a proposta de tornar a fauna mais integrada à sobrevivência.
A caça a animais mutantes também ganhará uma recompensa extra. Com a atualização final de Into the Wild, materiais obtidos ao matar essas criaturas poderão ser usados para criar novas roupas, dando mais valor a encontros que antes ficavam muito ligados às missões de Master Hunter.
Outro ponto importante é a transformação da TEC1 Research Facility em uma arena dentro do sistema de eventos. O local, criado para o encerramento da Apex Hunt, passará a servir como campo de batalha para Deathmatch e Team Deathmatch.
A atualização ainda trará correções, ajustes de balanceamento e melhorias de qualidade de vida. Uma das mudanças citadas envolve o desgaste visual das roupas. Agora, peças manterão aparência limpa e intacta até que sujeira ou dano cheguem a 30%, em vez de começarem a parecer rasgadas ou sujas nos primeiros sinais de uso.
A sujeira também se acumulará mais lentamente no uso geral, embora rastejar pelo chão continue deixando as roupas imundas rapidamente.
Junto da atualização, a equipe lançará o DLC opcional Specialist Angler Pack, voltado para jogadores que querem começar a pescar com um conjunto temático. O pacote inclui vara, molinete, waders, botas e mochila de pescador, além de três novos emotes e uma seleção inicial de iscas, anzóis, boias e linha de pesca.
Esses consumíveis, porém, não serão exclusivos do pacote e também poderão ser encontrados ou criados por todos os jogadores.

A equipe também comentou sobre o excesso de DLCs pagos durante Into the Wild, reconhecendo que parte da comunidade sentiu que muitos pacotes foram lançados em um intervalo curto. Após o Specialist Angler Pack, os pacotes de tatuagens serão os últimos DLCs pagos de 2026.
O próximo update após o encerramento de Into the Wild será uma atualização independente, e não o começo imediato de uma nova temporada. A equipe planeja incluir nela o retorno das tatuagens, com um sistema expandido de posicionamento e uma seleção inicial de mais de 40 tatuagens disponível para todos.
O Photo Mode, atualmente incluído no Supporter Pack 2, também deverá se tornar gratuito para todos os jogadores. No pacote, ele será substituído por uma seleção de tatuagens, concedida sem custo adicional a quem já possui o conteúdo.
O suporte a controle no PC também está nos planos para essa mesma atualização.
A equipe ainda confirmou que esse próximo update standalone incluirá um wipe parcial nos servidores oficiais. Estatísticas dos personagens e ouro serão mantidos, mas bases, equipamentos e suprimentos serão apagados. Servidores privados não serão obrigados a aplicar o wipe.
Outro ponto que deve chamar atenção dos veteranos é a ideia de um modo mais focado em sobrevivência. Em vez de voltar oficialmente à versão 0.6, frequentemente lembrada por parte da comunidade como uma fase mais dura e imprevisível de SCUM, os desenvolvedores estudam criar servidores Survivalist baseados na versão atual do jogo.

Esse conjunto de regras seria mais severo, com comerciantes removidos ou muito limitados, loot poderoso mais raro e ajustes em pressão de puppets, hordas, metabolismo, doenças e vida selvagem. A proposta é fazer com que a própria ilha volte a ser uma ameaça tão relevante quanto outros jogadores.
Por enquanto, o modo Survivalist ainda não está ligado a uma atualização específica. O mesmo vale para mudanças no sistema de surgimento de puppets, que continua sendo uma reclamação recorrente da comunidade. A equipe afirma estar trabalhando em ajustes usando a tecnologia da fauna livre como base, mas ainda sem uma janela definida.
O suporte a mods também segue nos planos de longo prazo, mas não chegará em 2026.
Com a atualização de 5 de outubro, SCUM encerra Into the Wild consolidando uma temporada que mexeu profundamente com caça, pesca, agricultura, culinária, nutrição, animais selvagens e progressão de sobrevivência. Ao mesmo tempo, o estúdio deixa claro que o futuro do jogo não ficará preso a temporadas rígidas.
A ilha continuará mudando, e a próxima fase parece mirar diretamente em personalização, acessibilidade e modos de jogo mais duros. Para quem acompanha SCUM há anos, o fim de Into the Wild soa menos como encerramento e mais como uma reorganização do caminho que o jogo pretende seguir daqui para frente.
Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.
