- Início Games Polêmica em Darkfall: Novo estúdio assume, mas confirma que progresso atual será deletado

Polêmica em Darkfall: Novo estúdio assume, mas confirma que progresso atual será deletado

A saga de um dos MMORPGs mais hardcore do mercado ganhou um novo capítulo controverso nesta semana. Darkfall: Rise of Agon, título conhecido por sua brutalidade e foco em PvP, está oficialmente sob nova direção. O Toxic Rain Studios assumiu as rédeas do projeto, prometendo manter os servidores vivos, mas as condições impostas no relançamento geraram desconfiança imediata entre os veteranos da franquia.

Troca de guarda e a luta pela sobrevivência

Desde o último dia 16 de janeiro, o servidor “Rise of Agon Reforged” (versão 32-bits) está ativo sob a tutela do Toxic Rain Studios. A manobra foi apresentada como uma necessidade vital: a nova equipe, formada por desenvolvedores e um dos fundadores da antiga gestora (Big Picture Games), assumiu a responsabilidade total pela infraestrutura e suporte.

Segundo comunicado, o lançamento deste servidor tem um objetivo claro e pragmático: angariar fundos imediatos para pagar os custos de operação e iniciar campanhas de marketing para atrair sangue novo.

O problema do progresso e o ‘Wipe’ inevitável

O ponto que mais gerou atrito na comunidade não foi a mudança de estúdio, mas sim a volatilidade do progresso atual. O estúdio confirmou que o servidor de 32-bits é, na prática, temporário.

O plano é migrar futuramente para uma arquitetura de 64-bits, considerada essencial para a modernização do jogo. No entanto, essa transição virá com um custo alto para os jogadores: todo o progresso conquistado agora será apagado. A única exceção serão as skins compradas na loja, que serão transferidas. Ou seja, tempo de jogo será perdido, mas o dinheiro investido em cosméticos será salvo — uma decisão que raramente agrada em MMOs baseados em grind.

Monetização agressiva e promessas antigas

Embora o jogo tenha adotado o modelo Free-to-Play (F2P), as barreiras para quem não paga foram classificadas por muitos como excessivas. Jogadores com contas gratuitas enfrentam restrições sociais severas, como a impossibilidade de criar guildas ou até mesmo de se tornarem oficiais dentro delas. Em um jogo onde a política e a guerra de clãs são o núcleo da experiência, isso coloca os usuários gratuitos em uma posição de “cidadãos de segunda classe”.

Além disso, a comunidade apontou que, apesar da nova gestão, as inovações em relação ao Darkfall original são mínimas. Promessas antigas da era Big Picture Games, como o lançamento na Steam, continuam pendentes, aumentando a sensação de déjà vu.

O veredito da comunidade e o futuro

A reação inicial nos fóruns e redes sociais foi fria. A percepção de que o Toxic Rain Studios opera como uma “subsidiária” da gestão anterior fez muitos questionarem se haverá uma mudança real de filosofia ou se é apenas uma tentativa de manter o fluxo de caixa.

Para o futuro de Darkfall: Rise of Agon, o desafio é duplo: entregar a versão de 64-bits antes que a base de jogadores abandone o barco e provar que o modelo de monetização não sufocará a competitividade. Por enquanto, o título segue disponível apenas através de seu launcher próprio, lutando para provar que ainda existe espaço para sua proposta “old school” em 2026.


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