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New World pode ser salvo? Dev de Rust faz oferta milionária à Amazon para manter MMO vivo

O anúncio recente de que a Amazon Games encerrará as atividades de New World em janeiro de 2027 caiu como uma bomba na comunidade de MMORPGs. No entanto, em uma reviravolta surpreendente que movimentou as redes sociais nas últimas 24 horas, uma figura de peso da indústria surgiu com uma proposta ousada — e milionária — para impedir que o jogo desapareça para sempre.

Alistair MacFarlane, COO da Facepunch Studios (desenvolvedora do sucesso de sobrevivência Rust), utilizou sua conta no X para fazer uma oferta pública de aquisição do título. A proposta? US$ 25 milhões (cerca de R$ 145 milhões na cotação atual) para tirar o MMO das mãos da gigante de tecnologia.

“Jogos nunca devem morrer”

A motivação por trás da oferta de MacFarlane toca em uma ferida aberta da cultura gamer atual: a preservação digital. Logo após o anúncio do fim do suporte oficial, o executivo foi direto ao marcar o perfil da Amazon Games com a mensagem: “25 milhões, oferta final”.

Para justificar o investimento, o desenvolvedor defendeu uma filosofia que ressoa com muitos jogadores veteranos: “O jogo nunca deve morrer”. O plano da Facepunch Studios, caso a aquisição hipotética se concretizasse, seria implementar o mesmo modelo que mantém Rust vivo e vibrante há anos: entregar o controle dos servidores para a comunidade.

A ideia seria permitir que os próprios jogadores hospedassem seus mundos, descentralizando a infraestrutura e garantindo que New World pudesse continuar existindo nas mãos de fãs dedicados, independentemente do suporte oficial de uma grande corporação.

O abismo técnico entre a intenção e a realidade

Embora a proposta tenha acendido uma chama de esperança nos fóruns e no Reddit, especialistas da indústria e a própria comunidade analítica apontam que a transação é extremamente improvável, beirando o impossível.

O maior obstáculo não é financeiro, mas técnico. New World foi construído sobre a Lumberyard (e posteriormente tecnologias integradas ao motor Azoth), uma engine proprietária e complexa da Amazon. Transferir essa tecnologia para um estúdio externo como a Facepunch — que não possui experiência prévia no gerenciamento de MMORPGs dessa escala — criaria um pesadelo logístico.

Além disso, a Facepunch precisaria contratar uma equipe massiva apenas para entender e manter o código legado do jogo, algo que foge da estrutura enxuta geralmente adotada pelos criadores de Rust.

O legado do fim de New World

Mesmo que a oferta de MacFarlane não passe de uma provocação ou um desejo genuíno travado pela burocracia corporativa, ela levanta um debate crucial sobre o ciclo de vida dos jogos como serviço (GaaS).

Com o desligamento dos servidores marcado para 31 de janeiro de 2027, os jogadores de New World enfrentam a dura realidade de verem seus personagens e conquistas desaparecerem. A intervenção do executivo da Facepunch, no entanto, reforça o desejo da comunidade por modelos de preservação onde os jogos possam sobreviver aos seus criadores originais. Por enquanto, o destino de Aeternum continua selado, mas a discussão sobre a imortalidade dos jogos online está mais viva do que nunca.

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