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Dreadmyst: O MMO de um único dev que conquistou Asmongold revela planos ambiciosos

O cenário de MMORPGs independentes acaba de presenciar um daqueles fenômenos raros que definem o gênero. Dreadmyst, um projeto desenvolvido por uma única pessoa, passou de uma curiosidade obscura para o centro das atenções na última semana, impulsionado por uma cobertura massiva de criadores de conteúdo, incluindo o gigante do gênero, Asmongold.

A recepção explosiva, descrita pelo próprio desenvolvedor como “surreal”, trouxe milhares de jogadores simultâneos, mas também exigiu uma mudança imediata de prioridades. O que estava planejado para ser uma semana de novos conteúdos transformou-se em uma força-tarefa de estabilização e polimento visual.

O preço do hype e a mudança no calendário

Originalmente, a comunidade esperava um update robusto para o dia 17 de janeiro. No entanto, o desenvolvedor confirmou que, devido à escala inesperada do lançamento, o conteúdo inédito foi adiado por alguns dias. A decisão editorial do estúdio (de um homem só) foi focar na fundação do jogo antes de expandi-lo.

O principal destaque futuro, agora aguardado para os próximos dias, é a primeira fase de um sistema de criação (crafting) abertamente inspirado no Cubo Horádrico de Diablo 2. A mecânica permitirá que os jogadores combinem e transformem itens, adicionando uma camada de profundidade à economia do jogo. Além disso, uma nova masmorra de grupo está confirmada para chegar junto com essa atualização.

Polimento visual e guerra contra o RMT

Enquanto o conteúdo novo aguarda, o jogo recebeu uma reformulação visual massiva. O desenvolvedor substituiu mais de 280 ícones de itens e 100 ícones de feitiços por novos ativos, eliminando a sensação de “placeholder” que muitas vezes acompanha títulos em acesso antecipado.

Outro ponto crítico abordado foi a integridade do servidor. Com o sucesso, vieram os vendedores de ouro e o “Real Money Trading” (RMT). Medidas severas do lado do servidor foram implementadas nos últimos dias, com ajustes na frequência de salvamento de dados dos jogadores para evitar perdas de progresso em caso de instabilidade. O sistema de chat também foi revisado, com comandos novos para silenciar o canal global e restrições para evitar spam nas cidades.

Ajustes de classe e equilíbrio

A jogabilidade não ficou de fora. A comunidade de Paladinos recebeu correções críticas, com a habilidade Divine Strike agora capaz de causar dano crítico corretamente. Já os Clérigos viram a habilidade Plague ser reclassificada como Doença, permitindo que seja purificada por outras classes, o que altera a dinâmica do PvP e PvE.

Houve também um “nerf” tático na mobilidade: a recarga da habilidade Vanish foi reduzida, mas a duração do Bind Spirit contra jogadores caiu pela metade, mostrando uma atenção rápida ao feedback sobre o balanceamento do PvP.

O futuro de Dreadmyst

O caso de Dreadmyst reforça o poder da comunidade e da visibilidade na Twitch. O desenvolvedor garantiu que, após resolver os gargalos iniciais de login e estabilidade — que agora estão sob controle —, o foco voltará totalmente para o “endgame”, com mais masmorras e sistemas complexos em desenvolvimento ativo.

Para um MMO mantido por uma única pessoa, a agilidade em corrigir bugs de pathfinding e mecânicas de chefes (como o alcance dos dragões e o Mortal Blow de Zargan) demonstra um compromisso que muitas vezes falta em estúdios AAA. Resta saber se o ritmo de atualizações conseguirá manter a base de jogadores engajada após o fervor inicial das lives.

Fonte: Dreadmyst News

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