A ZeniMax Online Studios confirmou que The Elder Scrolls Online passará por uma atualização profunda em todas as suas classes — um movimento raro em escala e motivado diretamente pelos pedidos da comunidade. A carta publicada pelo estúdio detalha como o time pretende recuperar a identidade clássica de cada classe, corrigir desequilíbrios trazidos pelo sistema de subclasses e modernizar o combate sem descaracterizar o MMO.
A decisão chega em um momento em que o jogo ultrapassa dez anos de vida e enfrenta o desafio de manter veteranos engajados enquanto tenta acomodar sistemas modernos. Segundo o estúdio, o foco agora é reforçar o “source of power” e o “power fantasy” de cada classe — ou seja, de onde vem sua força e como esse poder se traduz na fantasia de jogo. Para citar dois exemplos usados pela equipe, Nightblades seguem guiados por sombras e astúcia, enquanto Templars canalizam pura energia divina.
A necessidade desse redesenho surgiu após feedback intenso sobre como o sistema de subclassing acabou diluindo essas identidades. Jogadores apontaram que combinar classes trouxe estilos interessantes, mas também abriu brechas para desequilíbrios pesados, deixando classes puras em clara desvantagem. O time reconheceu que o jogo, lançado muito antes de imaginar esse tipo de sistema, não foi construído para lidar com essa sobreposição de poderes.
A comunidade comentou que alguns híbridos se tornaram “fortalezas ambulantes”, enquanto personagens clássicos perderam espaço no meta. O estúdio afirma que esse não é o objetivo — a ideia é oferecer variedade sem sacrificar a essência do jogo. O update, portanto, mira justamente esses “outliers”, suavizando os extremos e devolvendo competitividade a quem prefere jogar uma classe em sua forma original.
Na prática, isso significa revisar linha por linha de habilidades, repensar sinergias e atualizar o design de combate. A Dragonknight já está passando por esse processo, descrito como “extensivo” pela equipe. Depois dela, a fila será: Warden, Sorcerer, Templar, Nightblade, Necromancer e Arcanist, uma ordem definida pela urgência de ajustes em cada uma.
A equipe apresentará mais detalhes no livestream especial marcado para 4 de dezembro às 14h30 (ET), onde deve mostrar exemplos práticos das mudanças e responder dúvidas dos jogadores. A expectativa é grande — especialmente entre quem sentiu que o meta se distorceu com a chegada das subclasses.
Se tudo correr como planejado, o resultado pode redefinir a forma como ESO lida com progressão e identidade de combate daqui para frente. Recuperar o peso de escolher uma classe sem punir quem prefere experimentar combinações é um equilíbrio delicado, mas essencial para manter o MMO vivo em sua segunda década.
No fim das contas, a impressão é de que o jogo está entrando em um novo ciclo: um ESO que reconhece seu passado, mas ajusta seu futuro com mais cuidado e, principalmente, ouvindo seus jogadores.
Fonte: MMORPG.com



