A chegada de Ashes of Creation ao Steam, com janela de Early Access marcada para 11 de dezembro, devolveu ao centro das discussões uma série de preocupações que vinham acompanhando o MMORPG há anos — desde polêmicas envolvendo o passado empresarial do diretor criativo até disputas acaloradas entre influenciadores que cobrem o jogo.
A comunidade, que acompanha o título há quase uma década, vive um misto de empolgação e desconfiança.
Um MMORPG ambicioso envolto em controvérsia
Desenvolvido pela Intrepid Studios, Ashes of Creation sempre chamou atenção por sua proposta de mundo vivo, totalmente influenciado pelos jogadores e com sistemas que lembram a era de ouro dos MMOs. Mas, paralelamente ao hype, velhas controversas seguem orbitando o projeto.
A mais recorrente envolve Steven Sharif, diretor criativo do estúdio. Jogadores trazem à tona o passado da família de Sharif com empresas de MLM — incluindo a antiga companhia de suplementos Xango, que no passado recebeu advertências da FDA por alegações de saúde indevidas. Embora tais negócios não tenham relação com o jogo ou com a Intrepid, parte da comunidade encara o histórico como um sinal de alerta.
O vídeo que dividiu completamente os fãs
Outro estopim recente foi o vídeo do streamer Narc, que cobriu Ashes of Creation por quatro anos e decidiu abandonar a cobertura alegando que o estúdio estaria apresentando conteúdos “enganosos”. Em sua crítica, Narc apontou que um bioma desértico exibido pela equipe estaria em estágio muito mais cru do que o divulgado.
A reação foi imediata. Jogadores se dividiram entre quem enxergou a denúncia como legítima e quem interpretou como exagero.
Pouco depois, o streamer Piratesoftware, com centenas de horas acumuladas nas fases Alpha 1 e Alpha 2, rebateu as acusações mostrando o mesmo bioma — só que em um estado muito mais condizente com o progresso esperado. A divergência entre criadores de conteúdo inflamou ainda mais os fóruns.
A própria liderança da Intrepid entrou na conversa: Steven Sharif publicou uma longa resposta defendendo a transparência do estúdio e rebatendo ponto a ponto as alegações.
Early Access no Steam reacende expectativas — e dúvidas
Com a página no Steam finalmente no ar e a data do Early Access definida, novos debates surgiram. A Intrepid reforça que o jogo chegará em estado evolutivo, com sistemas incompletos e mudanças constantes — algo natural para o formato.
Ainda assim, parte dos jogadores teme que o estágio inicial esteja longe do desejado para um MMO tão ambicioso. Outros comemoram a chance de testar cedo um projeto que acompanha há anos.
Por que isso importa
O lançamento antecipado coloca Ashes of Creation em uma posição sensível: é a oportunidade de provar seu valor após anos de promessas — mas também o momento em que qualquer falha será amplificada. Para um jogo construído sobre participação comunitária, a divisão atual é um obstáculo real.
Se a Intrepid entregar uma experiência sólida, mesmo que incompleta, o Early Access pode virar o ponto de virada. Se não, antigos receios vão ganhar ainda mais força.
Ashes of Creation entra em sua fase mais crítica. O MMO que sempre quis resgatar a magia dos mundos vivos agora precisa lidar com a complexidade da própria comunidade que ajudou a cultivá-lo. Entre polêmicas, expectativas e uma promessa ambiciosa, dezembro será decisivo para mostrar se o projeto está pronto para transformar desconfiança em confiança — ou reacender ainda mais o fogo das críticas.
Fonte: Steam, Reddit, YouTube



