Plataforma volta ao centro das acusações judiciais
A popular plataforma Roblox enfrenta mais uma polêmica judicial, desta vez na Espanha. Um tribunal em Lleida abriu uma investigação formal sobre suspeitas de corrupção e abuso infantil, adicionando o caso a uma longa lista de processos que a empresa já encara em diferentes países. Segundo autoridades locais, já foram identificadas vítimas em várias regiões espanholas, reforçando a imagem da plataforma como um espaço vulnerável a predadores online.
Histórico de denúncias internacionais
A investigação espanhola não é isolada. Nos Estados Unidos, estados como Louisiana, Geórgia e Flórida já haviam descrito o título como “um lugar perfeito para pedófilos”. Além disso, a Sociedade Espanhola de Medicina da Adolescência (SEMA) e pediatras vinham alertando para os riscos dos chats internos, que frequentemente expõem crianças a aliciamento, conteúdo sexual e até incitação à autolesão.
Casos preocupantes dentro do Roblox
Apesar de ser um “pátio de jogos virtual” com mais de 80 milhões de crianças ativas no mundo, o ambiente tem se tornado foco de críticas por permitir a circulação de conteúdos predatórios. Um dos exemplos mais polêmicos foi a descoberta de jogos com títulos como Escape to Epstein Island, em referência ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, usados para atrair players e normalizar comportamentos abusivos.
Contradições nas medidas de segurança
A Roblox Corporation afirma adotar políticas rígidas de segurança, mas suas ações geram desconfiança. Um dos casos mais controversos foi o banimento do criador de conteúdo conhecido como “Schlep”, que se dedicava a identificar predadores na plataforma. Apesar de suas denúncias terem levado à prisão de seis homens, a empresa o removeu por violar os Termos de Uso. A decisão gerou protestos da comunidade com a campanha #freeschlep, que acusa a companhia de punir quem de fato protege menores.
Pressão aumenta sobre a empresa
Com a justiça espanhola agora assumindo um papel ativo, a pressão sobre a Roblox tende a crescer. Especialistas e pais questionam se as medidas da plataforma realmente funcionam na prática ou se permanecem apenas como declarações de boas intenções.
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