Roblox enfrenta processo por homicídio culposo após suicídio de adolescente
Caso trágico envolvendo jovem autista nos EUA
O Roblox está sendo processado nos Estados Unidos após a morte de um adolescente de 15 anos que se suicidou em 22 de julho de 2025. A mãe do jovem, Becca Dallas, acusa a empresa de homicídio culposo, alegando falhas na segurança da plataforma.
Ethan Dallas, diagnosticado com autismo, começou a jogar o título aos 7 anos e tornou-se vítima de um adulto que se passava por criança dentro do jogo. O caso levanta um alerta sobre os riscos de uma plataforma voltada para crianças, mas onde adultos conseguem circular livremente.
Como a relação virtual se tornou abusiva
O problema começou quando Ethan conheceu “Nate”, que dizia ser uma criança no Roblox. Os dois passaram a jogar diariamente, até que o contato migrou para o Discord. Com o tempo, Nate convenceu o jovem a desativar controles parentais e, em seguida, começou a chantageá-lo para enviar fotos íntimas.
Mais tarde, as autoridades descobriram que “Nate” era, na verdade, Timothy O’Connor, um homem de 37 anos, preso por crimes de exploração infantil. A pressão psicológica teria contribuído para as crises de Ethan, que passou por internações antes de tirar a própria vida.
Crescente pressão judicial contra a empresa
De acordo com os advogados da família, esta pode ser a primeira ação de homicídio culposo movida contra o Roblox. Além deste processo, outros estados norte-americanos, como Flórida e Louisiana, já abriram investigações e ações alegando que a plataforma se tornou “um ambiente propício para predadores online”.
Segundo especialistas em segurança digital, mesmo com medidas de verificação de idade implantadas recentemente, ainda existem formas de burlar os sistemas. Isso reforça a crítica de que o design da plataforma não protege adequadamente seus usuários mais jovens.
Resposta oficial e impacto no debate sobre segurança infantil
Um porta-voz da Roblox Corporation afirmou estar “profundamente triste com a perda” e ressaltou que a empresa coopera com autoridades, além de investir em novos recursos de segurança. Já a Discord, também citada no processo, declarou manter políticas rigorosas para proteger seus usuários.
Apesar disso, organizações especializadas em proteção infantil destacam que a grande concentração de players menores de 13 anos continua tornando o Roblox um alvo para predadores digitais. O caso de Ethan reacende o debate sobre a responsabilidade legal das plataformas diante de situações de abuso online.
O legado de Ethan e os riscos do metaverso infantil
Ethan era descrito como criativo, bem-humorado e apaixonado por tecnologia. Aos 9 anos, já havia aprendido a programar e tocar piano, além de sonhar em trabalhar como Imagineer na Disney. Sua história mostra como, apesar dos benefícios dos mundos virtuais, a vulnerabilidade de crianças em ambientes digitais exige uma discussão urgente sobre segurança online.
O processo movido por sua mãe pode se tornar um precedente para outras ações judiciais contra empresas que permitem a exploração de menores em seus serviços.
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