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Censura nos games: Operadoras de cartão se tornam mais poderosas que governos e removem jogos da Steam

A polêmica e crescente questão da censura em jogos digitais ganhou um novo e envolvente capítulo. Em um movimento que demonstra o poder e a influência das instituições financeiras, operadoras de cartão de crédito têm sido utilizadas para pressionar plataformas de distribuição de jogos, resultando na remoção de centenas de títulos. A notícia, que tem gerado debate na comunidade de jogadores, ilustra a complexa dinâmica entre ativismo, grandes corporações e a indústria dos games.

O episódio mais recente teve início em julho de 2025, quando um grupo ativista australiano, o Collective Shout, iniciou uma campanha contra o que consideravam jogos “problemáticos” na plataforma Steam. A campanha envolveu o envio de mensagens a empresas como Visa, Mastercard e PayPal, solicitando que interrompessem o processamento de pagamentos para esses jogos, alegando que eles violavam políticas e eram inadequados. Em resposta à pressão, a Valve, empresa responsável pelo Steam, alterou sua política de conteúdo, o que levou à remoção de cerca de 400 a 500 títulos da loja. Além disso, a plataforma Itch.io ocultou mais de 20 mil jogos marcados com a tag “NSFW” (não seguro para o trabalho), que frequentemente contém conteúdo sexual ou polêmico.

Essa abordagem de influenciar o mercado por meio das empresas financeiras levanta discussões sobre o papel do livre mercado e a liberdade de expressão. Embora o ato de censura cause preocupação entre muitos players e dev, a narrativa sugere que a censura por meio do mercado pode, ironicamente, levar a novas alternativas. A exclusão desses títulos das grandes plataformas cria um vácuo que pode ser preenchido por novas lojas de games e sistemas de pagamento, que atendam a esse público específico. Esse fenômeno já foi observado em outras áreas, como a migração de criadores de conteúdo do YouTube para plataformas com políticas de moderação mais flexíveis, mostrando que, a longo prazo, o mercado tende a se adaptar para atender a demandas que são negligenciadas. Apesar da petição por liberdade criativa com mais de 1.500 assinaturas exigindo transparência, o fato é que, até 15 de julho, vários dos títulos removidos ainda estavam marcados como ativos em registros públicos.

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