Ragnarok Latam teve seu aguardado beta test encerrado recentemente, mas o debate sobre a monetização ainda está longe de terminar. Em meio a críticas da comunidade, a Gravity finalmente se manifestou, explicando como funcionará a loja de Joycoins e tentando justificar a presença de itens com impacto direto no gameplay. A empresa destacou que será possível adquirir qualquer item da loja com moedas pagas ou gratuitas, e que os equipamentos vendidos oferecem apenas bônus leves — como +3% de HP. Apesar da tentativa de manter o equilíbrio, muitos players não se sentiram convencidos.
A crítica central gira em torno da impressão de que o sistema favorece o modelo pay-to-win, especialmente num título que tenta resgatar o espírito dos MMORPGs clássicos. Há receio de que o excesso de conveniências, como teletransportes ilimitados e progressão acelerada, acabe “esquivando” a experiência tradicional de exploração e desafio que muitos esperavam. Segundo os comentários, a comunidade veterana tende a continuar jogando independentemente dessas mudanças, mas isso pode dificultar a atração de novos players — especialmente os mais jovens, acostumados com práticas mais equilibradas em jogos modernos para PC. A Gravity promete uma pesquisa futura sobre o tema, mas muitos já desconfiam do real impacto desse tipo de feedback.
No campo técnico, o beta apresentou momentos de instabilidade nos primeiros dias, mas logo se estabilizou. Ainda assim, bugs em quests importantes e um leve “engasgo” na fluidez do servidor foram observados. O sentimento geral é de que, embora o título mantenha sua essência nostálgica — com mecânicas simples de progressão e interação direta entre players —, sua forma de monetização pode ser o grande empecilho para alcançar relevância além da bolha nostálgica. A esperança agora recai sobre o lançamento previsto para 28 de maio, que pode ditar o futuro do servidor e sua capacidade de renovar o público sem perder a identidade.



